16. out, 2014

Fotos impressas

Uma foto impressa pode desaparecer de variadas maneiras. Pode ser amarrotada, rasgada, queimada, suja, molhada, riscada e, em última instância, perdida.

Uma foto impressa, apesar de sujeita a tantas vicissitudes, muitas mais do que aquelas que descrevi anteriormente, terá tendência a sobreviver no tempo muito mais do que a mesma foto em formato digital, gravada num disco, num CD/DVD ou pen drive.

Nenhum dos suportes é infalível à passagem do tempo, contudo, o papel tem a inegável vantagem de não precisar de nenhum equipamento extra para ser visionado, nem tão pouco requerer energia adicional para ser contemplado.

Se neste preciso momento houvesse um sério apagão (o que espero não venha a ocorrer) e nos víssemos incapacitados de usar os computadores e seus derivados por falta de energia, só as imagens impressas poderiam continuar a transmitir as suas mensagens. Enquanto isso, tudo o resto, os milhões de Terabytes de fotos que só existem no formato digital, estariam trancados num lugar impossível de ser visitado.

Quem já pensou nesta possibilidade, também já deve ter sentido um certo mal-estar ao tomar conhecimento que determinado fulano perdeu toda a história fotográfica familiar devido a uma avaria no disco do seu PC.

Não se iludam, é uma questão de tempo até que a má sorte nos bata à porta, pois há mil e uma possibilidades de que mais dia, menos dia alguma coisa corra mal. Não faz sentido que imprimamos todas as nossas fotos, mas faz sentido que se passe para papel, aquelas que nos são mais importantes.